Em um aplicativo de carteira digital, a linguagem não é só comunicação — é segurança. Um termo ambíguo num fluxo de transação, uma instrução confusa na tela de recebimento, um aviso legal impreciso: qualquer deslize pode gerar erros reais com consequências financeiras para a pessoa.
Foi com esse peso em mente que atuei na revisão e localização da VVWallet, uma carteira Web3 focada no mercado latino-americano.
Construir uma linguagem que inspira confiança
Traduzi e adaptei para o português o site, o aplicativo e os documentos legais — incluindo Termos de Uso e Política de Privacidade. Mais do que traduzir, o desafio era encontrar o equilíbrio certo entre precisão técnica e clareza: termos do universo cripto que precisavam ser compreensíveis para quem ainda estava chegando nesse mundo, sem perder a exatidão necessária para quem já conhecia.
Realizei o proofreading nas três versões do produto — português, inglês e espanhol — promovendo consistência terminológica entre os idiomas e garantindo que a experiência soasse coesa independente da língua escolhida pela pessoa.
Além do texto: olhar de UX
Minha atuação foi além da escrita. Realizei testes de qualidade no aplicativo avaliando os fluxos com base nas heurísticas de Nielsen — identificando pontos onde a navegação poderia ser mais intuitiva, onde o texto gerava dúvida e onde uma pequena mudança de linguagem reduzia fricção e aumentava a confiança da pessoa.
O que esse projeto me ensinou
Clareza não é um diferencial. É uma responsabilidade.
Trabalhar na VVWallet me lembrou que numa carteira digital, a linguagem não é só comunicação — é segurança.